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Mostrando postagens de junho, 2015

Uma vida ou um momento?

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House Of Cards Ela me tira do chão, deixa seu rastro em minha memória, brinca com as minhas palavras e flerta comigo toda vez que conduz as coincidências de nossos encontros. A cada retorno à vida real! Só! Eu exercito a caça ao tesouro de meus fragmentos. Sabe aqueles? Usados para construir nossos instantes, na mais doce memória. Aqueles que eu teimo em transformar em cacos e retalhos e que você insiste em mantê-los espalhados em meus mil bolsos. Assim, por mais que eu me aplique em trocar tudo o que veste esta história... há sempre algo picado ou bem dobradinho, que provavelmente sobreviveu e que me recorda você. Nós! Um flash, um minuto, algumas horas, uma semana inteira, talvez, me escondo no talvez. Acho que o porquê, você já sabe. Somo apenas isso, um momento. Longe de ser uma vida inteira. Distante de ser as doze badaladas que anunciam o final de um ciclo. Queria poder entrelaçar estórias em seus cabelos. Da mesma forma que meus dedos um dia puderam te seg...

Entre castelos de areia

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Imagem de Internet   Apenas um sonho de criança! Perguntei à minha mãe quantos anos eu tinha, quando daquela viagem pra praia. Que viagem! Um sonho de criança e você iria junto, parte do roteiro, da equipe, dos sonhos! Eu não acreditava que ia dividir o banco de trás do Verona com você... “Para mim era a coisa mais desejada da vida, afinal eu nunca tinha ido pra praia, me preparei durante dias pra que aquele sonho se realizasse”. Eu também! Não saía da minha cabeça. Acordar, ver você correr pra areia quente, fazer castelos, curtir o sol, risos e aquele horizonte azul de água salgada banhando a nossa inocência. Crianças! Éramos crianças. Sem noção nenhuma da malícia madura que, hoje, nos revela o que poderia ter acontecido. Não tinha pecado, não eram os corpos que se atraiam sem controle e se desejavam, mas o sorriso, o cântico, o amor juvenil de crianças que se descobriam no toque das mãos, no puxão de cabelo, na disputa por atenção. ‘Claro que eu queri...

Outra boca sem teu gosto

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Internet Além da lacuna, um mau costume enorme. Assim você e me deixou. Depois de tanto empurra-empurra, os puxões de cabelo, a voz rouca pedindo para eu parar, sem jamais desgrudar do meu quadril, o flerte perdeu a flecha. Elas não sabem mexer! As vozes não se misturam mais em meio aos assuntos soltos e desejos escondidos, que se revelavam pelos apertos, beliscões, tropeços. Elas não correm, não jogam, não brincam, não fingem não poder, não mentem não querer. Sinto falta de teu sim, ao final de tanto não. Seu jeans apertado impedindo o passeio de meus dedos e desejando minha mão. Minha vida está com menos nãos mentirosos, sendo desvendados por pernas agarradas e cabelos enrolados. Enquanto elas me olham no olho, você piscava pra minha boca. De longe sinalizava as cartas certas pra eu preparar o próximo lance. Um jogo de cartas marcadas. Um blefe pelo toque certo me clamando “All In”! Marcas de unhas, mordidas e lembranças. As cicatrizes que ficam,...

Carta ao caminhante

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Internet Pensando bem, você é como eu. Chegar parece suficiente, mas nunca é. Estamos presos as idas. São os caminhos que nos envolvem, e nos sustentam. Em nossos rostos, olhar satisfeito nunca é conquista. O brilho nos olhos, de quando chegamos ao fim da linha, é vazio. Porque chegar, não é nossa praia. (muito menos nossa montanha) Somos muito mais uma garrafa de vinho, embalado a cantadas problemáticas e pegadas truculentas, do que o êxtase de um absinto banhado de, “eu te amo”. Nesse vem e vai, de abraços seguros e carinhos de felicidade, nos descolamos de nossa própria carne, porque, é fato, se vislumbramos a conquista, imediatamente a mente vaga, ou pro começo, ou pro fim. Sim, meu caro mudei novamente! Mexi, movi, alterei, não mais pertenço! Mas, a estrada é isso, a inquietude, a calmaria, a ansiedade que despe o cansaço das chegadas e veste com a seda do medo, as partidas incessantes. Você daí eu daqui, até o vento soprar novamente. Por falar...

A minha-tua pele no varal

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Instagram Fabiana Simões " Você tem uma toalha? " Ofegante, doce e timidamente, ela me pede uma toalha para cobrir seu corpo suado, após 45 minutos de um balé descoreografado e estranhamente harmônico. Estranho sim, eu mal tinha conseguido convencê-la da minha vida, quanto mais da minha cama. O que tornava cada subida, cada decida, cada pequeno e preciso movimento, ainda muito mais intenso, porém leve. O treino leva a perfeição, ok! Mas, não se pode negar que talento vem de dentro e o compasso aplicado ali, foi como o caminhante que descobre seu caminho a cada passo, em toques pela longa estrada de seu corpo. Mordidas, puxões e olhares. O suor da testa, em minutos tomou a nuca, escorria pelos braços, lubrificava suas coxas e pingava por todo lençol, chão e insistia em manchar as paredes. Lembro da primeira gota. Fiz questão de acompanhar, nascendo em teus cabelos e surgindo logo atrás de seu olho direito. Desceu e acompanhou toda curv...