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Mostrando postagens de setembro, 2015

Você chama de quê?

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Recebi esta confissão de uma leitora há um tempo. Resolvi, com consentimento dela, publicá-lo: “ Com seis meses de namoro, do cara que mais fui apaixonada em toda minha vida, eu disse a ele, num sussurro, depois do amor: eu queria que você fosse o último homem da minha vida. Como tudo depende de contexto e naquele momento, no auge da paixão adolescente (como toda paixão é, ou deveria ser) ele entendeu e seus olhos prometeram que seria. Entre algumas vírgulas e reticências, em algum momento, no climax do amor que decifrava os segredos de uma transa, ele costumava me dizer: goza pro seu macho! E isso é muito íntimo, e só confesso, pois o poeta é um fingidor e acima de tudo, todo escritor tem um pouco de psicólogo e um resto de barman. Esse ápice da virilidade, dessa dança ancestral e atávica entre macho e fêmea, tornava aquela frase quase um eu te amo. Mas, a vida não é feita de quases e em algum momento, descobri que o mesmo que nos leva ao céu, nos catapulta p...

Medo de me deixar dirigir?

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Eu piso fundo, outra vez. Congelo, estático. Outra vez lutando contra o tempo pra formular uma vida inteira pra te dar! Sou um caminhante, sem caminho e sem carona. Pisa no freio e calma! Vai com calma, pra que a pressa? Adoro a forma como você confunde as marchas, abaixa o volume pra ler as placas e põe apelido em nossos carros. Devagar, não é hora para acelerar. Abre outro vinho, pare no acostamento. Temos um gap ali, ema lacuna logo mais, um lapso e um vazio imenso para preencher com nossos segundos. Só quero te convidar para mais um tempo, mais uns trechos, cacos e migalhas de tudo aquilo que podemos juntar em torno dessas lágrimas, desse dilúvio que te carrega daqui. Eu insisto, fica! Tem um momento pra mim? Hoje? E amanhã? A cafeína de sua companhia é combustível suficiente para eu poder seguir. Foco na estrada, tira o olho de mim. Deixe tua mão matar a curiosidade, teu desejo, tua sede e vontade de explorar o mundo que se esconde no acostamento. Já p...