Você chama de quê?
LEIA COM MUSICA
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Recebi esta confissão de uma leitora há um tempo. Resolvi, com consentimento dela, publicá-lo: “ Com seis meses de namoro, do cara que mais fui apaixonada em toda minha vida, eu disse a ele, num sussurro, depois do amor: eu queria que você fosse o último homem da minha vida. Como tudo depende de contexto e naquele momento, no auge da paixão adolescente (como toda paixão é, ou deveria ser) ele entendeu e seus olhos prometeram que seria. Entre algumas vírgulas e reticências, em algum momento, no climax do amor que decifrava os segredos de uma transa, ele costumava me dizer: goza pro seu macho! E isso é muito íntimo, e só confesso, pois o poeta é um fingidor e acima de tudo, todo escritor tem um pouco de psicólogo e um resto de barman. Esse ápice da virilidade, dessa dança ancestral e atávica entre macho e fêmea, tornava aquela frase quase um eu te amo. Mas, a vida não é feita de quases e em algum momento, descobri que o mesmo que nos leva ao céu, nos catapulta p...