Uma vida ou um momento?

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House Of Cards
Ela me tira do chão, deixa seu rastro em minha memória, brinca com as minhas palavras e flerta comigo toda vez que conduz as coincidências de nossos encontros.

A cada retorno à vida real! Só! Eu exercito a caça ao tesouro de meus fragmentos. Sabe aqueles? Usados para construir nossos instantes, na mais doce memória.

Aqueles que eu teimo em transformar em cacos e retalhos e que você insiste em mantê-los espalhados em meus mil bolsos.

Assim, por mais que eu me aplique em trocar tudo o que veste esta história... há sempre algo picado ou bem dobradinho, que provavelmente sobreviveu e que me recorda você. Nós!

Um flash, um minuto, algumas horas, uma semana inteira, talvez, me escondo no talvez. Acho que o porquê, você já sabe. Somo apenas isso, um momento. Longe de ser uma vida inteira. Distante de ser as doze badaladas que anunciam o final de um ciclo.

Queria poder entrelaçar estórias em seus cabelos. Da mesma forma que meus dedos um dia puderam te segurar. Só assim para ganhar tempo ao seu lado. Firme! Envolvente!

Fecha esse vidro vai... Não quero que o vento leve teu cheiro.

Uma vida inteira você já tem! Tem passado, faz projetos para o futuro e, aqui, doa-me o presente – de presente – onde eu me embriago, em goles minimalistas. Até aquela gota de saliva! Aquela, que você costuma deixar escorrer no cantinho da boca é enxurrada dentre as migalhas que costumam sobrar pra mim.

Gosto assim, quando você se esquiva das horas, ri de embaraços e provoca atrasos. Quem não gosta? Quem pula no tempo, não vive a beleza desse tique taque morno que ameaça esquentar nossa sequência.

Você jamais escolheria alguém para amar por uma semana né? Nossos “felizes para sempre” sempre terminaram às 23h, quando outro relógio marcava o ponto de início e nos arrastava pro fim.

manhã tem mais?

Eeeeh vida maluca, que nos oferece portas, sendo que são as janelas que reservam as melhores aventuras. 

Aliás, feicha esta porta e pega o edredom! 

Esfriou!

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