Você foi meu melhor erro
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Você foi meu melhor erro Oito! E a porta do elevador fecha. O número aceso, paciente. Não era meu destino. Um riso breve, desses que a gente dá sozinho, e no peito uma sensação de endereço antigo. Minha mão chega perto do painel, mas não aperta nada. Três, quatro. O elevador continua subindo com aquela obediência irritante das máquinas. Olho para a câmera no canto do teto. Desvio. Ato falho, diria alguém. Dessas lembranças que somem por meses e, quando reaparecem na vitrine dos olhos, deveriam parar o mundo. Não param. O elevador segue, e eu, destinado, vou junto até o que me fez apertar aquele botão. No começo eram debates intermináveis sobre a cor do medo, a força do riso. Às vezes uma cerveja depois do trabalho. Duas, no máximo. Você falava de incertezas como se fossem assunto; eu discordava como se estivesse prestando atenção. Leve. Sem pressa, sem pressão, sem provas, sem reprovar. Foi assim que a gente se acostumou a aproveitar aquele mesmo sol indo embora. Cinco. ...