Mundo aonde você pensa que vai?

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Into the Wild
Se o melhor lugar no mundo para estarmos é dentro de um abraço, pra que tantas voltas? Um olhar mais adiante, outra curva, uma subida! Eu rodei tantos lugares, conheci muitas pessoas, muitos abraços.

Mas, é justamente o teu braço que possui o laço, onde me amasso e que hoje sei que é escasso. Não me reprima pela rima, mas ainda busco o teu recanto, ainda  preciso de uma mão. A sua!

Quero mais que um dedin de prosa palpitando em minha história. Quero paródia, crônica, uma narrativa que “resuma” em mil páginas as milhas percorridas no seu papo, nos monólogos intermináveis que eram nossos diálogos.

“Você quer né”, ouço você dizer daí desse lado. Agora um sorriso, um murmúrio e um “idiota”, só para selar a sequência que eu sei que aconteceu. Logo ali naquela.

Hoje, guardo no medo do primeiro trevo, a força para voltar ao berço, ter meu Go Home! O suor na testa perante a dúvida, o vento que por um instante parece soprar de propósito na direção daquela que parece a melhor decisão. E eu só me pergunto se sou eu que corro ou é você mundo que vai?

Tantos eventos que se anunciam, tantas esperanças. Mas onde mora o certo, por onde caminha o incerto? Os pés, calçados de uma rotina podre, seguem se equilibrando por um meio-fio, à beira de uma estrada torta que te faz pender para a volta.

Tem pessoas que observam o mundo girar, outras giram com o mundo. Gosto de pensar que tenho a força pra girar tudo isso. Nuances de um movimento constante, apoiado em propulsões de partida, empuxos de saídas. Passagens, estadias, meu porto, teu corpo.

Queria ter mais poder sobre teus giros senhora Terra!

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